Pepetela (1941)
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Pepetela, pseudónimo de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, é natural de Benguela, onde nasceu em 1941. Realizou os estudos primários e secundários nas cidades de Benguela e Lubango. Em Portugal frequentou o Instituto Superior Técnico de Lisboa. Após a fuga para o exílio, juntou-se ao Movimento de Libertação Nacional. Em Argel, formou-se em Sociologia e integrou a equipa do Centro de Estudos Angolanos de que foi co-fundador com Henrique Abranches.
Foi Vice-Ministro da Educação. Grande parte da sua produção foi publicada após a independência, como de resto se passa com uma boa parte dos ficcionistas angolanos. É o mais internacional dos ficcionistas em matéria de prémios. Foram-lhe atribuídos o Prémio Nacional de Literatura Prémio Camões pelo conjunto da sua obra em 1997 e com o Prémio Príncipe Claus para a Cultura e Desenvolvimento em 1999. Publicou Muana Puó (1978); As aventuras de Ngunga; Mayombe (1980); O Cão e os Calús (1985); Yaka (1985); Lueji, o Nascimento dum Império (1990); A Geração da Utopia (1992); O Desejo de Kianda (1995); Parábola do Cágado Velho (1996); A Gloriosa Família (1997); A Montanha de Água Lilás (2000).
A tematização da história imediata, social ou política, e antiga constitui a trama de quase todos os seus romances. Com efeito, subjaz à tematização da história uma estratégia ficcional do escritor, que se revela nas suas grandes preocupações com a formação da nação. É no cruzamento que a onomástica e as personagens estabelecem com a História onde vamos encontrar motivos de grandes interrogações sobre o labor ficcional de Pepetela.


