Mia Couto (1955)
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Estudou Medicina e depois Biologia em Maputo, Moçambique, mas durante vários anos dedicou-se em exclusivo ao jornalismo. Foi director da Agência de Informação de Moçambique, da revista Tempo e do jornal Notícias de Maputo. É em 1983 que publica o seu primeiro livro de poesia, Raiz de orvalho. Desde então não tem parado de escrever - contos, romances, crónicas. É um dos mais proeminentes escritores de africanos de língua portuguesa. A sua prosa integra elementos da tradição oral moçambicana, num registo riquíssimo de musicalidade e poesia. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, saiu em 1992. A sua prosa distingue-se por uma permanente inventiva poética que cria novas palavras a partir da mestiçagem entre o português e variantes dialectais moçambicanas, numa constante renovação e recriação da língua portuguesa, "pelo prazer de desarrumar a língua".
Mia Couto acaba de ser galardoado com o Prémio Eduardo Lourenço 2011 atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos, que distingue personalidades ou instituições que tenham uma intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica.
Trabalha em Maputo, como biólogo.
Os seus livros estão publicados no Brasil, Bulgária, Croácia, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Holanda, Polónia, Noruega, Eslovénia, Suécia, Reino Unido, Roménia, Espanha, Sérvia, México, África do Sul.
Livros traduzidos:
- Reka zvana vreme, kuća zvana zemlja [Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra]
Tradução Jasmina Nešković. Beograd: Geopoetika, 2011


