Lídia Jorge (1946)

©Foto Pedro Loureiro

Nascida no Algarve, no sul de Portugal, Lídia Jorge licenciou-se em Filologia Românica e passou alguns anos em Angola e em Moçambique como professora, de onde regressou em 1970. Ali viveu o ambiente da guerra colonial que viria a marcar a sua intervenção como escritora.

O seu primeiro livro, O dia dos prodígios, uma alegoria ao país fechado que Portugal era sob a ditadura, saiu em 1980 e foi de imediato aclamado pelo público e pela crítica.

Lídia Jorge foi considerada uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma renovadora do imaginário romanesco português. 

A sua obra, que integra romances, contos e um livro infantil, é carismática e corajosa, um exercício de lucidez e sensibilidade, de consciência cívica e política. Amplamente premiada, recebeu em 2000 o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia com O vale da paixão. Em 2006 a Fundação Günter Grass atribuiu o Prémio Albatros à edição alemã de O vento assobiando nas gruas e em 2007 recebeu o Grande Prémio Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.

Está traduzida em alemão, galego, búlgaro, castelhano, esloveno, grego, francês, hebraico, húngaro, italiano, holandês, romeno, sueco e inglês.

Livros traduzidos: