Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 - 2004)
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Basta chamar-lhe Sophia. É pelo nome próprio, apenas, que os portugueses tratam aquela que é uma das mais fascinantes personalidades da poesia portuguesa contemporânea. Ao lado de Jorge de Sena, Ruy Cinatti, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, António Ramos Rosa, entre outros, Sophia faz parte da geração que consolida a modernidade, as vozes de uma poesia pura, decantada, que valoriza a própria busca do mistério poético. É autora também de uma importantíssima obra para a infância, que começou a escrever para os seus cinco filhos e que faz parte do património de muitas gerações. Sophia começou a publicar poesia nos anos 40, teve uma intervenção cívica e política de oposição ao regime fascista e foi eleita deputada na Assembleia Constituinte em 1975.
Para além de inúmeros Prémios atribuídos aos seus livros, recebeu em 1994 o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Camões em 1999, e em 2003 o Prémio Reina Sofia de Poesia Ibero-Americana pelo conjunto da sua obra.
Tanto a poesia como os livros para a infância têm ampla divulgação internacional, estando disponível em chinês, dinamarquês, francês, italiano, tailandês, alemão, russo, holandês e espanhol, sendo também publicada no Brasil.
Livros traduzidos:
- Priče kopna i mora [Histórias da terra e do mar]
Tradução Jasmina Nešković. Beograd: Albatros plus, 2011


