Nuno Bragança (1929 - 1985)
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Frequentou o curso de Agronomia, mudando depois para Direito. Durante o tempo da Faculdade, envolveu-se no movimento cine-clubista e, mais tarde, dirigiu o Centro Cultural de Cinema. Assinou o argumento e diálogos do filme de Paulo Rocha "Os Verdes Anos", de 1963. Em 1970 co-assinou com Gérdard Castello Lopes, Fernando Lopes e Augusto Cabrita o documentário "Nacionalidade Português" que abordava a questão da emigração e que estreou em 1973.
Fez parte do movimento chamado "catolicismo progressista" juntamente com João Bénard da Costa, António Alçada Baptista e Pedro Tamen, entre outros, tendo sido co-fundador da revista "O Tempo e o Modo", de que foi colaborador assíduo.
O seu primeiro livro, A Noite e o Riso, publicado em 1969, é uma obra decisiva para a nossa modernidade literária e chamou a atenção pela sua originalidade e irreverência. Livro invulgar, alia a experiência surrealista a certas tendências do "nouveau roman" francês, desenvolvendo uma experiência pessoal de educação e boémia e consubstancia alguns dos experimentalismos que viriam a ser desenvolvidos na década seguinte em Portugal. Nuno Bragança, tematiza a inquietação humana através da deambulação urbana, política, militante e erótica, insistindo na componente social da desarticulação íntima dos valores e dos sentimentos.
Livros traduzidos:
- Noć i Smeh [A Naoite e o Riso]
Tradução Dejan Stanković. Beograd: Lingva Franka 2000.


