Mário de Carvalho (1944)
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©Foto José Carlos Aleixo |
Formou-se em Direito na Universidade de Lisboa e exerce profissionalmente advocacia. Enquanto estudante, envolveu-se na actividade política e participou nas lutas estudantis da década de sessenta. Foi preso político e esteve exilado em França e na Suécia até 1974, data da revolução que acabou com o fim do regime fascista em Portugal. Estreou-se na escrita nos anos oitenta com o livro Contos da sétima esfera. Desde então tem mantido um ritmo de publicação e um nível de recepção crítica e pública que o situam entre os mais importantes ficcionistas portugueses da actualidade.
A sua escrita revela um grande domínio da língua, um estilo que não se consegue situar em escola alguma e onde se sentem influências de grandes mestres clássicos como Camilo ou Garrett, num registo de extrema modernidade. Mário de Carvalho percorre uma variedade de temas, géneros e tempos históricos com a mesma aparente facilidade, cultivando a ironia e o humor, com várias incursões pelo domínio do fantástico.
O livro que acaba de ser publicado na Sérvia recebeu em 2004 o Grande Prémio de Literatura e o Prémio PEN Clube Português de Ficção. Profusamente premiado, quer em Portugal quer no estrangeiro, destaca-se o Prémio Internazionale Città Di Cassino 2008, o Prémio Giuseppe Acerbi 2007 e o Prémio Pégaso de Literatura (Mobil Pegasus Prize) 1997, estes dois últimos atribuídos a Um deus passeando pela brisa da tarde.
Está publicado no Brasil, na Alemanha, em França, Espanha, Itália, Emiratos Árabes Unidos, Bulgária, Grécia, Reino Unido, EUA, Croácia, Sérvia.
Livros traduzidos:
- Fantazija za dva pukovnika i bazen [Fantasia para dois coronéis e uma piscina]
Tradução Vesna Stamenković. Beograd: Dereta, 2011


