Herberto Helder (1930)

©Foto Mariana Viegas

É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa e, unanimemente, um dos mais importantes nomes da poesia portuguesa contemporânea. Figura misantropa, foram-lhe atribuídos diversos e relevantes prémios – entre os quais o Prémio Europália e o Prémio Pessoa, em 1994 –, tendo recusado todos eles, bem como a concessão de entrevistas ou mesmo a participação em eventos culturais ou literários.

Herberto Helder nasceu no Funchal e concluiu a sua formação na Universidade de Coimbra. Trabalhou como bibliotecário, jornalista, tradutor, foi director literário numa editora, para além de inúmeras outras ocupações nos anos que passou a viajar pela Europa.

Ligado às vanguardas e à procura de novas vias na poesia portuguesa, não deixou de estar em contacto com poetas de outras gerações. Helder retirou do surrealismo e da poesia experimental o postulado «liberdade, liberdades» para o seu próprio percurso poético. A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da Imago da Mãe.

Está traduzido em francês, italiano, espanhol e é publicado no Brasil.

Livros traduzidos:

  • Koraci u krug [Os passos em volta]
    Tradução Jasmina Nešković. Beograd: Paideia, 2011