Hélia Correia (1949)
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Licenciada em Filologia Românica e com uma pós-graduação em Teatro Clássico, Hélia Correia dedica-se à escrita e à tradução. Poetisa e dramaturga, foi como ficcionista que se revelou como um dos nomes mais importantes e originais da década de oitenta, ao publicar, em 1981, O Número dos Vivos.
É autora de uma obra de características muito próprias, quer pela qualidade melódica da sua escrita, onde se detecta uma sensível contaminação poética, quer pelo universo nela criado, de características originais e inquietantes, Hélia Correia cria uma linguagem narrativa onde o ordinário e o extraordinário ultrapassam por vezes as fronteiras estabelecidas.
A sua escrita para teatro tem sido levada à cena por várias companhias de Lisboa: Montedemo, numa adaptação, pelo grupo de teatro "O Bando" em 1987, e, já na década de 90, Perdição, Exercíco sobre Antígona pelo grupo "A Comuna" e Florbela, pelo grupo "Maizum".
Recebeu diversos prémios, entre os quais o Prémio Máxima de Literatura (em 1991 e em 2006), o Prémio Dom Dinuz da Fundação Casa de Mateus, o Prémio pen Clube Português de Ficção e, em 2010, o Prémio Literário da Fundação Inês de Castro com a obra Adoecer.
Está traduzida em castelhano, galego e italiano.
Dramas traduzidos:
- Prekomernost [Desmesura – Exercício com Medeia], em Tri portugalske drame
Tradução Tatjana Manojlović. Beograd: Treći Trg, 2011.


