Álvaro Guerra (1936 - 2002)

Romancista e diplomata, esteve ligado à fundação de importantes jornais, foi director de informação da radiotelevisão portuguesa após o 25 de Abril, assessor do Presidente da República Ramalho Eanes. Foi homenageado com diversas condecorações.

O seu primeiro livro, Os mastins, foi escrito no mato, na Guiné, onde combateu como oficial na Guerra do Ultramar e onde foi ferido em combate. Esteve exilado em França e teve um envolvimento activo na preparação do golpe militar de 25 de Abril de 1974.

A sua ficção sofre a contaminação do romance histórico mas constitui a transposição de uma experiência pessoal e preocupa-se com a abordagem política das grandes temáticas portuguesas do século XX. Aquela que é, porventura, a sua obra mais conhecida, a chamada "trilogia dos cafés", Café República, Café Central e Café 25 de Abril, abarca, no conjunto, um longo período histórico que tem início na I Guerra Mundial e termina após a revolução de Abril de 1974. Nestas obras cruzam-se a análise de mentalidades no Estado Novo, temas como a decadência do Império, a euforia da liberdade conquistada em 1974 e as desilusões que se lhe seguiram.

Referir que obra traduzida (crónicas jugoslavas) ganhou: Grande Prémio de Crónica APE, 1999. 

Algumas das suas obras foram objecto de estudo em universidades portuguesas e estrangeiras. Está traduzido em francês.

Livros traduzidos:

  • Jugoslovenske hronike [Crónicas jugoslavas]
    Tradução Jasmina Nešković. Beograd: Paideia, 2011